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Archive for the ‘Artigo’ Category

Quanto tempo sem novidades no blog! Ufa, até que enfim, pela graça de Deus, teremos algumas coisinhas novas. Espero que aproveitem!

Hoje quero compartilhar com vocês um artigo que li em uma revista da Cláudia de março de 2008. Por favor, sem preconceitos! rsrs.. Sei que muitos artigos dessas revistas não são muito proveitosos, mas esse chamou bastante a minha atenção pela temática e pela forma como é discutida pelos especialistas. Não coloquei o artigo na íntegra, mas acredito que esse trecho já seja suficiente para nos propiciar uma reflexão a respeito do assunto:

CAMPANHA ANTI-RECLAMAÇÃO

Por que você tem que aderir (Escrito por Tatiana Bonumá)

Está lançado o desafio: você consegue ficar um dia inteiro sem reclamar? E depois outro, e mais outro? Não vale nem se queixar do trânsito ou do seu chefe. Se sair vitoriosa, a sorte é só sua. Vai sobrar fôlego para resolver os problemas do cotidiano e ser feliz

Repare: quando alguém quer puxar papo no elevador, logo solta uma reclamação sobre o tempo. Faça chuva ou faça sol, ele é o alvo preferido dos reclamões. Ok! Uma vez ou outra, para estabelecer contato social, vá lá… Mas, por favor, não progrida nessa batida. Não que você não tenha razões suficientes para se lamentar (o trânsito, os impostos, a violência urbana, o chefe…), mas resista. “O ato de reclamar interfere negativamente no comportamento e na emoção das pessoas. Interrompe a produtividade, a motivação e o bem-estar. Enfim, é uma forma de não avançar”, avalia Maila Flesch, psicóloga e analista transacional (trabalho terapêutico focado na análise da comunicação). E, o que é pior, vicia! “Chamamos de compulsão de repetição. É um hábito negativo que se torna crônico. A pessoa não consegue enxergar formas diferentes de se comportar, retorna sempre a essa postura, muitas vezes sem perceber”, pondera Suely Nassif, psicoterapeuta e neuropsicóloga. É um engano achar que, diante das dificuldades, a lamentação seja natural. De acordo com Maila, pode ser sinal de que algo está errado – não no mundo, mas dentro de você. “Reclamar é reflexo de uma realidade interna. Quando se tem uma imagem negativa de si mesmo, do outro ou da vida, torna-se mais suscetível a esse tipo de comportamento”, esclarece. Será que é sempre patológico? Não. Para Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association (Isma, BR) e psicóloga especializada em stress, “se a reclamação é pontual, justificável e não se prolonga, indica uma reação saudável. Porém, se for acompanhada de explosão de cólera ou emoções muito intensas, desproporcionais ao estímulo, pode ser sintoma de frustração”. Na opinião dela, 99% dos queixosos insistentes estão pedindo ajuda, mas sem verbalizar isso da melhor forma.

Ação contra a lamentação

Hora de assumir o controle – ou seja, de parar de reclamar e agir. Se for impossível resolver de imediato o problema (como uma crise no casamento ou no trabalho), é importante buscar auxílio para poder tocar a vida até tomar uma decisão definitiva. A ação é o pulo do gato, porque o hábito de reclamar está associado à passividade de quem não se responsabiliza pela própria vida. Comece se perguntando: qual é a insatisfação que está por trás de tantas lamentações? Eu aceito carregar essa frustração pelos próximos anos? Em caso negativo, é preciso conectar-se com a vontade real de mudar e criar novos modos de viver. “Muitas vezes, reclamar é apenas o início de um processo de mudança”, explica a psicóloga Ana Maria Rossi. Se a queixa aponta para o que deve ser transformado para alcançar a realização pessoal, ótimo, pois aí não é uma bobagem, e sim o reconhecimento de uma dificuldade a ser superada. “Compartilhar o problema é válido, alivia o desamparo, mas desde que não se crie a esperança de ouvir uma solução mágica da boca do outro”, comenta Silvana Rabello, psicanalista e professora do curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Como a tal mágica não irá acontecer, resta encarar a questão como objetividade.

Largue o VÍCIO

  • Identifique as situações de risco: o contato com circunstâncias que a aborrecem ou o encontro com pessoas com as quais você desabafa podem causar recaídas.
  • Tente interromper as reclamações assim que iniciar seu discurso. No início, só vai perceber que já protestou depois que já falou. Seja tolerante com você mesma e persista.
  • Anote aquilo que a incomoda. Analise se você pode mudar isso ou pelo menos amenizar o desconforto. Se for possível, faça-o; senão, reclamar só vai deixar o fardo mais pesado.
  • Pense antes de reagir. Na fila do restaurante, por exemplo, a opção é sua: em vez de espernear, pode pedir um aperitivo no balcão ou ir para outro lugar. O lema é suavizar e contornar, jamais piorar a situação.
  • Observe como as pessoas otimistas e bem-humoradas reagem diante de circunstâncias desagradáveis. Tente aprender com elas.
  • Cultive a gratidão pelas coisas boas. Reverencie o melhor e a abundância em vez de se concentrar no pior e na falta.
  • Seja mais generosa na avaliação de si mesma e dos outros.

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Eu acredito que todas essas ponderações sejam muito importantes dentro do nosso contexto cristão. Precisamos almejar um coração mais grato diante das coisas boas que Deus tem feito por nós. A música Ele me ama (uma versão do Ministério Livres para adorar) também nos leva a adorar a Deus por seu grande amor por nós: “E eu não perco meu tempo em lamentos, quando eu me lembro que Ele me ama tanto! Me ama tanto!”

Refletindo na Palavra de Deus:

Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; (2 Coríntios 4: 8-9)

Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.  Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação. (2 Coríntios 4: 15-17)

Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo. (Salmos 7:17)

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Esse artigo me esclareceu muito sobre avivamento, e como o autor comenta ao final, este é um tema pouco discutido entre os cristãos reformados. Sabendo do que realmente se trata um Avivamento nós podemos de fato clamar pra que seja uma realidade em nossa Cidade, Estado e País.

O termo “avivamento” tem sido usado para designar momentos específicos na história da Igreja em que Deus visitou seu povo de maneira especial, pelo Espírito, trazendo quebrantamento espiritual, arrependimento dos pecados, mudança de vidas, renovação da fé e dos compromissos com ele, de tal forma que as igrejas, assim renovadas, produzem um impacto distinto e perceptível no mundo ao seu redor. Entre os exemplos mais conhecidos está o grande avivamento acontecido na Inglaterra e Estados Unidos durante o século XVIII, associado aos nomes de George Whitefield, João Wesley e Jonathan Edwards. Há registros também de poderosos avivamentos ocorridos na Coréia, China, África do Sul. Há vários livros que trazem o histórico dos avivamentos espirituais mais conhecidos.

“Avivamento” é uma palavra muito gasta hoje. Ela está no meio evangélico há alguns séculos. As diferentes tradições empregam-na de várias formas distintas. O termo remonta ao período dos puritanos (séc. XVII), embora o fenômeno em si seja bem mais antigo, dependendo do significado com que empregarmos o termo. O período da Reforma protestante, por exemplo, pode ser considerado como um dos maiores avivamentos espirituais já ocorridos.

Há diversas obras clássicas que tratam do assunto. Elas usam a palavra “avivamento” no mesmo sentido que “reavivamento”, isto é, a revivificação da religião experimental na vida de cristãos individuais ou mesmo coletivamente, em igrejas, cidades e até países inteiros. Vários puritanos escreveram extensas obras sobre o assunto, como Robert Fleming [1630-1694], The Fulfilling of the Scripture, Jonathan Edwards [1703-1758] em várias obras e um dos mais extensos e famosos, John Gillies [1712-1796], Historical Collections Relating to Remarkable Periods of the Success of the Gospel [Coleção de Registros Históricos de Períodos Notáveis do Sucesso do Evangelho].

Mas, não foi por ai que eu comecei. O primeiro livro que li sobre avivamento foi Avivamento: a ciência de um milagre, da Editora Betânia. Eu era recém convertido e o livro me foi doado por um pastor que percebeu meu interesse pelo assunto. O livro tratava do ministério de Charles Finney, que ministrou nos Estados Unidos no século XIX, e registrava eventos extraordinários que acompanhavam as suas pregações, como conversões de cidades inteiras. Além das histórias, o livro trazia extratos de obras do próprio Finney onde ele falava sobre avivamento. Para Finney, um reavivamento espiritual era o resultado do emprego de leis espirituais, tanto quanto uma colheita é o resultado das leis naturais que regem o plantio. Não era, portanto, um milagre, algo sobrenatural. Se os crentes se arrependerem de seus pecados, orarem e jejuarem o suficiente, então Deus necessariamente derramará seu Espírito em poder, para converter os incrédulos e santificar os crentes. Para Finney, avivamento é resultado direto do esforço dos crentes em buscá-lo. Se não vem, é porque não estamos buscando o suficiente.

As idéias de Finney marcaram o início de minha vida cristã. Hoje, muitos anos e muitos outros livros depois, entendo o que não poderia ter entendido à época. Finney era semi-pelagiano e arminiano, e muito do que ele ensinou e praticou nas reuniões de avivamento que realizou era resultado direto da sua compreensão de que o homem não nascia pecador, que era perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo a oferta do Evangelho, sem a ajuda do Espírito Santo. As idéias de Finney sobre avivamento, principalmente o conceito de que o homem é capaz de produzir avivamento espiritual, influenciaram tremendamente setores inteiros do evangelicalismo e do pentecostalismo. Hoje, tenho outra concepção acerca do assunto.

Eu uso o termo avivamento no sentido tradicional usado pelos puritanos. E portanto, creio que é seguro dizer que apesar de toda a agitação em torno do nome, o Brasil ainda não conheceu um verdadeiro avivamento espiritual. Depois de Finney, Billy Graham, do metodismo moderno e do pentecostalismo em geral, “avivamento” tem sido usado para designar cruzadas de evangelização, campanhas de santidade, reuniões onde se realizam curas e expulsões de demônios, ou pregações fervorosas. Mais recentemente, após o neopentecostalismo, avivamento é sinônimo de louvorzão, dançar no Espírito, ministração de louvor, show gospel, cair no Espírito, etc. etc. Nesse sentido, muitos acham que está havendo um grande avivamento no Brasil. Eu não consigo concordar. Continuo orando por um avivamento no Brasil. Acho que ainda precisamos de um, pelos seguintes motivos:

1. Apesar do crescimento numérico, os evangélicos não têm feito muita diferença na sociedade brasileira quanto à ética, usos e costumes, como uma força que influencia a cultura para o bem, para melhor. Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários. A Inglaterra e a Escócia foram completamente transformadas por avivamentos há 400 anos.

2. Há muito show, muita música, muito louvor – mas pouco ensino bíblico. Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra. Ele gera amor e interesse nos corações pela revelação inspirada e final de Deus. Durante os avivamentos históricos, as multidões se reuniam durante horas para ouvir a pregação da Palavra de Deus, para ler as Escrituras, à semelhança do avivamento acontecido na época de Esdras em Israel, quando o povo de Deus se quedou em pé por horas somente ouvindo a exposição da Palavra de Deus. Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias.

3. Há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade. Faz alguns anos recebi um convite para pregar numa determinada comunidade sobre santidade. O convite dizia em linhas gerais que o povo de Deus no Brasil havia experimentado nas últimas décadas ondas sobre ondas de avivamento. “O vento do Senhor tem soprado renovação sobre nós”, dizia o convite, mencionando em seguida como uma das evidências o surgimento de uma nova onda de louvor e adoração, com bandas diferentes que “conseguem aquecer os nossos ambientes de culto”. O convite reconhecia, porém, que ainda havia muito que alcançar. Existia especialmente um assunto que não tinha recebido muita ênfase, dizia o convite, que era a santidade. E acrescentava: “Sentimos que precisamos batalhar por santidade. Por isto, estamos marcando uma conferência sobre Santidade…” Ou seja, pode haver avivamento sem santidade! Durante um verdadeiro avivamento, contudo, os corações são quebrantados, há profunda convicção de pecado da parte dos crentes, gemidos de angústia por haverem quebrado a lei de Deus, uma profunda consciência da corrupção interior do coração, que acaba por levar os crentes a reformar suas vidas, a se tornarem mais sérios em seus compromissos com Deus, a mudar realmente de vida.

4. Um avivamento promove a união dos verdadeiros crentes em torno dos pontos centrais do Evangelho. Historicamente, durante os avivamentos, diferenças foram esquecidas, brigas antigas foram postas de lado, mágoas passadas foram perdoadas. A consciência da presença de Deus era tão grande que os crentes se uniram para pregar a Palavra aos pecadores, distribuir Bíblias, socorrer os necessitados e enviar missionários. Em pleno apartheid na África do Sul, estive em Kwasizabantu, local onde irrompeu um grande avivamento espiritual em 1966, trazendo a conversão de milhares de zulus, tswanas e africaners. Foi ali que vi pela primeira vez na África do Sul as diferentes tribos negras de mãos dadas com os brancos, em culto e adoração ao Senhor que os havia resgatado.

5. Um avivamento dissipa o nevoeiro moral cinzento em que vivem os cristãos e que lhes impede de ver com clareza o certo e o errado, e a distinguir um do outro. Durante a operação intensa do Espírito de Deus, o pecado é visto em suas verdadeiras cores, suas conseqüências são seriamente avaliadas. A verdade também é reconhecida e abraçada. A diferença entre a Igreja e o mundo se torna visível. Fazem alguns anos experimentei um pouco disso, numa ocasião muito especial. Durante a pregação num domingo à noite de um sermão absolutamente comum em uma grande igreja em Recife fui surpreendido pelo súbito interesse intenso das pessoas presentes pelo assunto, que era a necessidade de colocarmos nossa vida em ordem diante de Deus. Ao final da mensagem, sem que houvesse apelo ou qualquer sugestão nesse sentido, dezenas de pessoas se levantaram e vieram à frente, confessando seus pecados, confissões tremendas entrecortadas por lágrimas e soluços. O culto prolongou-se por mais algumas horas. E era um culto numa igreja presbiteriana! O clima estava saturado pela consciência da presença de Deus e os crentes não podiam fazer outra coisa senão humilhar-se diante da santidade do Senhor.

6. Um avivamento espiritual traz coragem e ousadia para que os cristãos assumam sua postura de crentes e posição firme contra o erro, levantando-se contra a tibieza, frouxidão e covardia moral que marca a nossa época.

7. Um avivamento espiritual desperta os corações dos crentes e os enche de amor pelos perdidos. Muitos dos missionários que no século passado viajaram mundo afora pregando o Evangelho foram despertados em reuniões e pregações ocorridas em tempos de avivamento espiritual. Os avivamentos ocorridos nos Estados Unidos no século XIX produziram centenas e centenas de vocações missionárias e coincidem com o período das chamadas missões de fé. Em meados do século passado houve dezenas de avivamentos espirituais em colégios e universidades americanas. Faz alguns anos ouvi Dr. Russell Shedd dizer que foi chamado para ser missionário durante seu tempo de colégio, quando houve um reavivamento espiritual surpreendente entre os alunos, que durou alguns dias. Naquela época, uma centena de jovens dedicou a vida a Cristo, e entre eles o próprio Shedd.

Não ignoro o outro lado dos avivamentos. Quando Deus começa a agir, o diabo se alevanta com todas as suas forças. Avivamentos são sempre misturados. Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo. Em alguns casos, houve rachas, divisões e brigas. Todavia, pesadas todas as coisas, creio que um avivamento ainda vale a pena.

Ao contrário de Finney, não creio que um avivamento possa ser produzido pelos crentes. Todavia, junto com Lloyd-Jones, Spurgeon, Nettleton, Whitefield e os puritanos, acredito que posso clamar a Deus por um, humilhar-me diante dele e pedir que ele comece em mim. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.

Só lamento em tudo isso que os abusos para com o termo “avivamento” tem feito com que os reformados falem pouco desse tema. E pior, que orem pouco por ele.

Fonte: O Tempora, O Mores

Escrito por: Reverendo Augustus Nicodemus Lopes

Sobre o Autor: Paraibano, casado com Minka, pai de Hendrika, Samuel, David e Anna. Pastor presbiteriano (IPB), mestre e doutor em Interpretação Bíblica (África do Sul, Estados Unidos e Holanda), professor de exegese, Bíblia, pregação expositiva no Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, da IPB, autor de vários livros.

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A linguagem

A linguagem nos abre uma janela para nossa natureza. Apesar de todas as potencialidades da linguagem, parece que existem áreas nas quais a ela é inaproriada ou insuficiente, especialmente num relacionamento comunal (de acordo com os tipos de relacionamento identificados pelo antropólogo Alan Fiske). A linguagem não dá conta de tudo o que queremos transmitir. A idéia de incomunicabilidade pode assustar, e desse sentimento compartilham os deficientes.
Surdos, cegos, mudos e afásicos são compelidos a desenvolver linguagens específicas. Para superar suas dificuldades comunicacionais, eles criam e recriam códigos. São novas formas de ver e ler o mundo, de senti-lo, por exemplo, na palma de suas mãos.

Libras

É a sigla da Língua Brasileira de Sinais.

A LIBRAS tem sua origem na Língua de Sinais Francesa. As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua. Em Portugal, a comunidade faz uso da LGP(Linguagem Gestual Portuguesa)As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.

— Sinais

Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:

  • Configuração das mãos: São formas das mãos que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.

Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.

  • Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.
  • Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.
  • Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais / corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.
  • Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.
Para conversar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases. Além disso, existe uma série de siglas e jargões no universo das libras. A linguagem de sinais também é usada pelos mudos.

Fonte: As mãos como linguagem: cegos, surdos e mudos

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Depressão

Definição:

“Estado de desencorajamento, de perda de interesse, que sobrevêm após perdas, decepções, fracassos, estresse físico ou psíquico. A psiquiatria classifica em duas vertentes: depressão endógena e depressão exógena. A primeira seria decorrente de predisposições hereditárias e biológicas e a Segunda, devido a fatores ambientais externos, como o estresse e circunstâncias desagradáveis”. Segundo a OMS, a depressão mata por ano um milhão de pessoas (de crianças a idosos, sendo o número de mulheres maior – pós parto) – segundo os cálculos, 10 a 15% dos deprimidos tentam o suicídio.

Questionamento:

“Crente pode sofrer depressão? Como alguém que possui o Espírito Santo de Deus pode dizer que sente um vazio no peito e tem vontade de morrer? Seria esse um estado de pecado ou de possessão demoníaca? O Psicanalista evangélico Heitor Antônio da Silva afirma: “Tenho tratado de pastores em profunda crise e já vi até diáconos se suicidando”.

Casos Bíblicos:

Em várias passagens da Bíblia há relatos de sintomas de depressão, como tristeza, amargura e melancolia. Além dos salmistas, que deixam transparecer esses sentimentos, muitos outros personagens bíblicos viveram momentos depressivos, embora tenham recuperado a alegria de viver.

1 – De ordem espiritual – Saul –

1 Sm 15. 24-30, 16.14-23, 18.12 etc. “ A causa do mal que lhe sobreveio não foi de origem orgânica, sentimental ou financeira, mas devido à desobediência às ordens do Senhor, o que provocou o afastamento do Espírito Santo e a entrada de um espírito maligno em sua vida. Sl 32. 1-5.

2 – Perdas pessoais e materiais – Jó

Era temente a Deus, mais foi vítima de desgraças que o deixaram sem filhos, sem bens e doente. No início, demonstrou-se pronto a enfrentar com fé as adversidades, mas, depois, mergulhou em lamentos e queixas chegando a amaldiçoar seu nascimento (cap 3), questionar a vida (cap 14), e perder as esperanças (cap 17), olhar com saudosismo o passado (cap 29) e chorar por sua condição de miséria (cap 30).

3 – Perseguição – Elias, Davi

1 Rs 19.4, Sl 102, Sl 6, Sl 13 – O profeta, após um episódio vitorioso diante dos profetas de Baal, teve medo da morte e fugiu. Foram 40 dias sozinho, desesperado, sentindo-se fracassado e também desejando a morte. Davi também foi muito pressionado pelos inimigos.

4 – Decepção – Jonas, Jeremias

Quando chegou a Nínive, mostrou-se deplorável. Não conformado com a salvação que Deus trouxera àquele povo, ficou irritado e de tão desgostoso por sentir-se falho como profeta – já que inicialmente iria anunciar a destruição da cidade – quis morrer. Jeremias passou por dolorosa experiência como profeta. Nas chamadas “lamentações”, Ele demonstra decepção e amargura pelos sofrimentos em sua missão.

5 – Estresse – Moisés

Nm 11.10-15 O escolhido por Deus para libertar seu povo das mãos de faraó demonstra não mais aguentar o cargo e chega a pedir a morte.

6 – Doença – Ana

1 Sm 1.7 Estéril, ela não suportava as provocações da outra esposa de seu marido. Vivia depressiva, “chorava e não comia”.

Analise seus sintomas

A presença de apenas 1 ou 2 sintomas não são necessariamente classificados como depressão. O diagnóstico correto deve sempre ser dado por um médico psiquiatra. Dependendo do número dos sintomas, de sua frequencia e intensidade, a depressão pode ser classificada como leve, moderada ou grave. Se você sofre de, pelo menos, quatro destes sintomas ao mesmo tempo, deve procurar um profissional da saúde.

1. Apatia, desinteresse, desmotivação; 2. Dificuldade de realizar tarefas cotidianas; 3. Incapacidade de tomar iniciativas; 4. Perda do prazer; 5. Excessiva preocupação consigo mesmo; 6. Pessimismo; 7. Retraimento social; 8. Desinteresse sexual; 9. Alterações do apetite e do peso (normalmente reduz, mas pode aumentar); 10. Perturbações do sono; 11. Cansaço e fadiga mesmo sem fazer grandes esforços; 12. Dificuldade de concentração; Enfraquecimento da memória; 13. Pensamentos de morte; 14. Sentimento de desvalia ou culpa; 15. Sentimento de sofrimento; 16. Irritabilidade, explosões e crises de raiva; 17. Tonturas, falta de ar, dores difusas pelo corpo. Estes sintomas constam no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. (Associação Psiquiátrica Americana).

A DOENÇA TEM CURA

Deus pode fazer um milagre sem uso de nada como pode fazer um milagre através da Palavra, da terapia, da fé, da família, da Igreja, dos remédios, da mudança de hábito etc. Temos: Dr. Lúcio (ligar e marcar no Ana Isabel); Dra Cinara 36364218 – Clinvida (R$ 52,00 ou unimed). Grupo de Apoio a Depressivos – Hidrolândia (Go) 014 62 32042565 (fazem consultas – Dr Jorge. R$ 80,00).

Adotando hábitos saudáveis em sua rotina, o ser humano pode tentar evitar a depressão. 1 – Faça exercício físico diário (natação, caminhada ou ciclismo). O exercício físico aumenta a produção de betaendorfinas e encefalinas, que dão a sensação de bem-estar e disposição; 2 – Durma bem; 3 – Evite dormir durante o dia, pois esse sono, ao invés de descansar, cansa; 4 – Evite atividades excitantes (esportes, programas de tv violentos, telefonemas, discussões) uma hora antes de dormir. Dê preferência a atividades relaxantes (música); 5 – Tome sol no início da manhã ou final da tarde, que promove o aumento da melatonina, substância do ciclo sono-vigília e do humor humano; 6 – Disponha de tempo para relacionamentos familiares e sociais; 7 – Busque atividades profissionais, esportivas, encontros e reuniões que sejam prazerosas; 8 – Faça atividades em ambientes abertos (praças, paisagens onde existam mata, montanha, mar, etc). Já atividades em locais fechados, como assistir à TV, computador, vídeogames, sons altos, etc. são estressantes e viciam; Invista em lazer nos finais de semana que saia da rotina de casa. Tenha criatividade; 10 – Evite, se possível, muita exposição a ambientes artificiais, com ar condicionado, carpetes, vidro fumê, etc. que provocam desgaste físico e psicológico; 11- Invista em hobbies (costura, pintura, jardinagem, pescaria, etc); 12 – Evite produtos do tipo do tipo guaraná em pó, ginseng, catuaba que são excitantes e interferem na qualidade do sono; 13 – Não use anfetaminas (remédios para emagrecer), pois provocam irritabilidade, insônia, agressividade e depressão; 14 – Inclua na alimentação o consumo de folhas verdes, como couve, alface e outras. Elas contêm tryptofano, substância fundamental para a produção de neurotransmissor cerebral, a seretonina, que regula humor, pensamento e ação; 15 – Beba no mínimo 2 litros de água por dia, evitando a desidratação celular que provoca estresse em nível cerebral.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará”.

Depressão na família Sl 42

Como ajudar alguém próximo a vencer a doença sem cair no erro de perder a própria alegria de viver

Quem sofre de depressão costuma contagiar as pessoas ao redor com suas amarguras, seu mau humor e sua desesperança. Mas são justamente os familiares que podem ajudar o deprimido a vencer a doença. “As vítimas desse mal precisam, antes de tudo, do suporte da família”, diz o psicólogo Adriano Camargo, presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata).

Em muitos momentos, os familiares podem se sentir pessimistas e angustiados, e até mesmo culpados. Mas, afinal, como ajudar? Se você está passando por esse problema, fique tranqüila. Selecionamos algumas dicas práticas do que você deve e não deve fazer para enfrentar essa fase de uma forma mais positiva e saudável.

Conheça os sintomas da doença

– Insônia; – Desânimo; – Choro; – Pessimismo; – Alteração no apetite; – Irritabilidade; – Sensação de cansaço ou inutilidade; – Baixa na libido; – Sentimento de inferioridade ou culpa; – Dificuldade de concentração; – Pensamento de morte ou suicídio.

Atitudes que ajudam

1. Escute a pessoa deprimida. Você não precisa ter as respostas nem tentar resolver seus problemas. Apenas escute.

2. Tenha paciência. Não é fácil agüentar alguém se queixando todo dia das mesmas coisas. Mas é importante não transformar toda conversa numa discussão.

3. Ofereça seu apoio. Como ocorre com qualquer outra doença, transmitir simpatia e compreensão pode contribuir para a recuperação do paciente.

4. Entenda que depressão é doença. O desânimo e as queixas refletem um desequilíbrio químico no cérebro. Não adianta ficar fazendo graça para tentar animar a pessoa nem dizer para ela reagir. A solução depende mais de tratamento adequado do que de força de vontade.

5. Seja carinhosa! Elogie as qualidades de quem você ama! Faça com que a pessoa se sinta importante e querida.

6. Informe-se sobre a doença. Assim, ficará mais fácil compreender o que se passa com o deprimido.

7. Envolva a pessoa deprimida nas soluções de pequenos problemas diários. Isso ajudará a levantar sua auto-estima.

8. Se o caso for grave, jamais deixe a pessoa sozinha!

Erros que pioram a situação

1. Excluir a pessoa deprimida dos problemas ou discussões familiares.

2. Fazer tudo por ela. O indivíduo com depressão pode se sentir incapaz de realizar as tarefas, e aceitar algumas responsabilidades poderá aumentar sua auto-estima.

3. Criticar ou repreendê-la pelo seu comportamento depressivo. Qualquer crítica pode fazê-la desmoronar, tornando-a mais indecisa ou incapaz.

4. Tomar decisões importantes em suas vidas durante uma crise depressiva.

5. Pressionar. A pessoa deprimida pode sentir-se desmotivada ou com desejo de estar isolada. Respeite!

Não adoeça junto!

1. Reserve um tempo para você. Faça alguma coisa que lhe dê prazer e que não esteja relacionada com o paciente.

2. Pratique exercícios, coma e durma adequadamente. Você não ajudará ninguém se sua saúde ou seu ânimo se deteriorarem.

3. conserve sua rotina normal. Não reorganize sua vida ao redor da pessoa deprimida.

4. Mantenha o equilíbrio. Não se envolva muito com a doença. Mas também não ignore o problema.

5. Não se sinta responsável pela felicidade ou infelicidade de quem você ama. Lembre-se de que nem tudo depende de você.

6. Não se sacrifique em excesso. Você acabará sentindo raiva de seu ente querido, por privá-lo de sua vida normal.

“Não reconhecia minha mãe”

“Sou filha única e meus pais se separaram quando eu era bebê. A partir daí, minha mãe pediu demissão do emprego e começou a trabalhar em casa para poder cuidar de mim. Os anos passaram, cresci e, depois que passei no vestibular, comecei a ter uma vida social mais agitada. Então, ela entrou em crise. Me telefonava o dia inteiro, cobrando a que horas eu voltaria para casa, e estava sempre irritada. Meses depois, ela piorou: chorava muito, já não dormia, não comia, falava que queria sumir e em dois meses emagreceu 13 quilos. Eu me sentia muito frustrada, pois tentava ajudá-la e não conseguia. Várias vezes, ela me ligou no celular chorando, pedindo para que eu voltasse para casa, porque ela não sabia do que seria capaz… E eu voltava correndo, muito preocupada. Por fim ela acabou me expulsando de casa e fui morar numa república, sem dinheiro algum e muito triste. Eu já não reconhecia minha mãe. Há algum tempo, por orientação de meu médico homeopata, ela iniciou um tratamento para depressão com um psiquiatra e começou a tomar remédios. Apesar das várias crises que ainda sofre, está muito melhor, tem amigos evoltou a estudar. Quem vive ao lado de alguém que tem depressão sabe que se trata de uma luta diária! Não voltei mais a morar com ela, pois descobrimos que nosso relacionamento é muito melhor a distância. Voltamos a ser amigas!”

Depoimento de Melina Martins

Como ajudar alguém próximo a vencer a doença sem cair no erro de perder a própria alegria de viver

Quem sofre de depressão costuma contagiar as pessoas ao redor com suas amarguras, seu mau humor e sua desesperança. Mas são justamente os familiares que podem ajudar o deprimido a vencer a doença. “As vítimas desse mal precisam, antes de tudo, do suporte da família”, diz o psicólogo Adriano Camargo, presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata).

Em muitos momentos, os familiares podem se sentir pessimistas e angustiados, e até mesmo culpados. Mas, afinal, como ajudar? Se você está passando por esse problema, fique tranqüila. Selecionamos algumas dicas práticas do que você deve e não deve fazer para enfrentar essa fase de uma forma mais positiva e saudável.

Conheça os sintomas da doença

– Insônia
– Desânimo
– Choro
– Pessimismo
– Alteração no apetite
– Irritabilidade
– Sensação de cansaço ou inutilidade
– Baixa na libido
– Sentimento de inferioridade ou culpa
– Dificuldade de concentração
– Pensamento de morte ou suicídio

Atitudes que ajudam

1. Escute a pessoa deprimida. Você não precisa ter as respostas nem tentar resolver seus problemas. Apenas escute.

2. Tenha paciência. Não é fácil agüentar alguém se queixando todo dia das mesmas coisas. Mas é importante não transformar toda conversa numa discussão.

3. Ofereça seu apoio. Como ocorre com qualquer outra doença, transmitir simpatia e compreensão pode contribuir para a recuperação do paciente.

4. Entenda que depressão é doença. O desânimo e as queixas refletem um desequilíbrio químico no cérebro. Não adianta ficar fazendo graça para tentar animar a pessoa nem dizer para ela reagir. A solução depende mais de tratamento adequado do que de força de vontade.

5. Seja carinhosa! Elogie as qualidades de quem você ama! Faça com que a pessoa se sinta importante e querida.

6. Informe-se sobre a doença. Assim, ficará mais fácil compreender o que se passa com o deprimido.

7. Envolva a pessoa deprimida nas soluções de pequenos problemas diários. Isso ajudará a levantar sua auto-estima.

8. Se o caso for grave, jamais deixe a pessoa sozinha!

Erros que pioram a situação

1. Excluir a pessoa deprimida dos problemas ou discussões familiares.

2. Fazer tudo por ela. O indivíduo com depressão pode se sentir incapaz de realizar as tarefas, e aceitar algumas responsabilidades poderá aumentar sua auto-estima.

3. Criticar ou repreendê-la pelo seu comportamento depressivo. Qualquer crítica pode fazê-la desmoronar, tornando-a mais indecisa ou incapaz.

4. Tomar decisões importantes em suas vidas durante uma crise depressiva.

5. Pressionar. A pessoa deprimida pode sentir-se desmotivada ou com desejo de estar isolada. Respeite!

Não adoeça junto!

1. Reserve um tempo para você. Faça alguma coisa que lhe dê prazer e que não esteja relacionada com o paciente.

2. Pratique exercícios, coma e durma adequadamente. Você não ajudará ninguém se sua saúde ou seu ânimo se deteriorarem.

3. conserve sua rotina normal. Não reorganize sua vida ao redor da pessoa deprimida.

4. Mantenha o equilíbrio. Não se envolva muito com a doença. Mas também não ignore o problema.

5. Não se sinta responsável pela felicidade ou infelicidade de quem você ama. Lembre-se de que nem tudo depende de você.

6. Não se sacrifique em excesso. Você acabará sentindo raiva de seu ente querido, por privá-lo de sua vida normal.

“Não reconhecia minha mãe”

“Sou filha única e meus pais se separaram quando eu era bebê. A partir daí, minha mãe pediu demissão do emprego e começou a trabalhar em casa para poder cuidar de mim. Os anos passaram, cresci e, depois que passei no vestibular, comecei a ter uma vida social mais agitada. Então, ela entrou em crise. Me telefonava o dia inteiro, cobrando a que horas eu voltaria para casa, e estava sempre irritada. Meses depois, ela piorou: chorava muito, já não dormia, não comia, falava que queria sumir e em dois meses emagreceu 13 quilos. Eu me sentia muito frustrada, pois tentava ajudá-la e não conseguia. Várias vezes, ela me ligou no celular chorando, pedindo para que eu voltasse para casa, porque ela não sabia do que seria capaz… E eu voltava correndo, muito preocupada. Por fim ela acabou me expulsando de casa e fui morar numa república, sem dinheiro algum e muito triste. Eu já não reconhecia minha mãe. Há algum tempo, por orientação de meu médico homeopata, ela iniciou um tratamento para depressão com um psiquiatra e começou a tomar remédios. Apesar das várias crises que ainda sofre, está muito melhor, tem amigos e voltou a estudar. Quem vive ao lado de alguém que tem depressão sabe que se trata de uma luta diária! Não voltei mais a morar com ela, pois descobrimos que nosso relacionamento é muito melhor a distância. Voltamos a ser amigas!”

Depoimento de Melina Martins

Amados, o texto abaixo foi extraído do site Igreja Presbiteriana Betânia de Jataí.

Estas considerações são resultado de artigos já publicados na web (Revista Ana Maria) e revista Enfoque Gospel. Estes foram compilados e acrescentados pelo Rev. Jorge Neves de Oliveira

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